
Ibaneis Rocha, governador do DF
Renato Alves/Agência Brasília
O governador Ibaneis Rocha (MDB) afirmou nesta segunda-feira (1º) que descartou a cobrança de estacionamento nas áreas públicas de Brasília prevista no Zona Verde.
Segundo ele, a decisão foi tomada “há um bom tempo”, mas o tema voltou ao debate público devido à “politicagem” da deputada distrital Paula Belmonte (Cidadania).
A parlamentar promove audiência pública sobre o Zona Verde nesta terça-feira (2). Até o momento, Paula Belmonte não se manifestou sobre a declaração de Ibaneis.
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Apesar de o governo ter desistido da proposta de cobrança, a região central de Brasília já conta com estacionamentos pagos, especialmente nos arredores da Rodoviária do Plano Piloto, administrados pela concessionária Catedral.
Perguntado sobre como chegou a uma conclusão sobre o assunto, Ibaneis afirmou que, embora o transporte público tenha avançado nos últimos anos, ainda há obras essenciais a serem concluídas para que a população tenha qualidade no deslocamento diário.
“Melhoramos muito o transporte público, mas as obras viárias precisam estar concluídas para garantir qualidade aos usuários. Ainda temos que concluir os BRTs e fazer a ampliação do metrô”, declarou.
O governador defendeu que a prioridade do poder público deve ser o incentivo ao uso do transporte coletivo, não a ampliação de facilidades para carros particulares.
“O correto é apoiar o transporte público em detrimento dos carros. Fiz muito, mas ainda falta muito. As grandes cidades do mundo quase que proíbem o trânsito de veículos”, afirmou.
Zona Verde
Carros em estacionamento no centro de Brasília
TV Globo/Reprodução
O projeto Zona Verde propõe a implantação de estacionamento rotativo pago em áreas do Plano Piloto— como Asa Sul, Asa Norte, Sudoeste, Noroeste, Esplanada e Eixo Monumental, mediante concessão do serviço por 20 anos.
Segundo a Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob), o investimento previsto no projeto é de R$ 71 milhões. A outorga Inicial — R$ 69,6 milhões, é a quantia que a empresa paga ao governo no início do contrato para ter o direito de explorar o serviço.
A valor de cerca de R$ 15 milhões por ano — 20% da receita bruta, é parte do faturamento que a empresa deverá repassar ao governo todos os meses.
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