Indian Wells (EUA) – Aos 17 anos de idade, Mirra Andreeva disputará sua segunda final consecutiva de WTA 1000. Depois de triunfar em Dubai há poucas semanas, a jovem russa venceu nesta sexta-feira sua 11ª partida seguida, eliminou a atual bicampeã Iga Swiatek e disputará o título de Indian Wells no domingo contra Aryna Sabalenka.
Jogando um ótimo tênis, Andreeva já desperta os olhares de todo o circuito e é vista como a próxima grande estrela do tênis feminino. Apesar dos holofotes, a adolescente tenta manter os pés no chão e evitar comparações com outras tenistas que alcançaram grandes conquistas com tão pouca idade, como aconteceu com Steffi Graf, Monica Seles, Jennifer Capriati e Martina Hingis.
“Claro que sei que Monica Seles e Martina Hingis ganharam muitos torneios enquanto ainda eram adolescentes. Eu tento estar no mesmo nível, mas o tênis mudou muito e agora não consigo me imaginar ganhando oito Grand Slam aos 17 anos. É impossível. Eu tento não pensar muito sobre isso, porque depois posso começar a pensar demais, começar a me comparar, e então não acho que isso vai me levar a nada de bom. Eu sei o que elas fizeram, bom para elas, mas prefiro não pensar nelas e tentar focar no que fazer com minha a carreira”, disse em entrevista coletiva após a classificação para a final na Califórnia.
Sobre a vitória em três sets sobre Swiatek na semi, Andreeva destacou sua confiança nos momentos delicados, principalmente na reta final do primeiro set, quando ela chegou a sacar com 5/4, mas teve a quebra devolvida pela polonesa e viu a adversária passar à frente no placar. A russa então encarou um game complicado no 5/6, mas se manteve firme e levou a decisão para o tiebreak, no qual teve amplo domínio e perdeu apenas um ponto.
“Depois que não consegui fechar o primeiro set com meu saque, ela virou para 6/5 e então voltei para empatar em 6/6. Ali, eu simplesmente me senti muito confiante e que iria jogar o tiebreak como se fosse o último da minha vida. Então eu fui para todos os meus golpes. Meu saque foi ótimo e me senti super confortável e confiante durante todo o tiebreak. Eu meio que joguei em uma grande sequência”, analisou.
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Apesar do grande desempenho no desempate da parcial anterior, Mirra Andreeva viveu no segundo set seu pior momento em toda a partida, sofrendo três quebras em quatro games de serviço. “O segundo set foi um pouco estranho. Posso dizer que realmente tentei fazer alguma coisa, mas senti que ela simplesmente me superou, jogando bem fundo e com boa altura sobre a rede. Foi muito difícil fazer alguma coisa com esses golpes.”
“Então eu só tentei aguentar firme e fazer alguma coisa. Fui ao banheiro, comecei a pensar no que eu poderia mudar e simplesmente decidi continuar jogando do mesmo jeito, mas talvez ir mais para os meus golpes, tentando jogar um pouco mais agressiva. No final, eu consegui a vitória, então me sinto ótima. Também sinto que estava lidando muito bem com o nervosismo e a pressão, então estou orgulhosa de mim mesma”, complementou a russa.
A jogadora de 17 anos também revelou que a mudança brusca de temperatura estava lhe incomodando e que se sentiu muito mais confortável depois de colocar uma roupa de manga longa para o terceiro set.
“Foi um pouco difícil, porque no primeiro set tivemos tempo ensolarado. Estava ventando, mas tivemos sol. Então, no segundo set, senti que estava começando a sentir um pouco de frio. Depois que perdi a parcial, decidi trocar para uma manga longa, porque seria mais confortável jogar assim. É sempre melhor se manter aquecida. Eu me senti muito melhor jogando com uma manga longa, talvez eu devesse ter feito isso um pouco antes, mas está tudo bem.”
Duelo com Sabalenka na final
A adversária de Mirra Andreeva na decisão de domingo será a bielorrussa Aryna Sabalenka, contra quem a adolescente tem retrospecto negativo de 4 a 1. O único triunfo da russa foi nas quartas de final de Roland Garros no ano passado. Por sua vez, a atual número 1 do mundo venceu os dois duelos disputados em quadra duras, ambos nesta temporada, na semifinal de Brisbane e nas oitavas do Australian Open. Somando os dois jogos, Andreeva venceu apenas oito games.
“As partidas que jogamos este ano não foram realmente do meu jeito. Posso dizer que ela quase me matou, especialmente em Melbourne. Vou tentar me vingar, porque ainda não tenho nada a perder, e sinto que a partida provavelmente será divertida. Haverá muitos winners, muitos pontos excelentes. Agora vai ser o trabalho de Conchita me preparar bem para essa partida, então espero que ela faça isso. Eu vou encarar essa partida como todas as outras, tentarei jogar o meu melhor e lutar por cada ponto, então veremos quem vai ganhar”, frisou.





















