A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) definirá nesta quinta-feira (26) seu novo presidente, que assumirá o governo interinamente até as eleições majoritárias de outubro. A comunicação foi feita pelo presidente em exercício, Guilherme Delarori, durante a sessão plenária matinal, marcando um novo capítulo na instabilidade política do estado.
Eleição Indireta e o Cenário Judicial
A necessidade de uma eleição indireta para os cargos de governador e vice-governador do Rio foi confirmada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quarta-feira (25). Esta decisão fundamental ocorre após a retificação da certidão de julgamento que declarou o ex-governador Cláudio Castro inelegível até 2030, criando a vacância que precipita a eleição na Alerj.
Implicações para Ex-Governantes e Deputados
Cláudio Castro renunciou ao cargo na segunda-feira (23) visando uma vaga no Senado, mas foi condenado à inelegibilidade por oito anos, a partir do pleito de 2022, devido a abuso de poder político e econômico. Atualmente, o governo interino do Rio está sob a responsabilidade do presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Ricardo Couto, devido à complexa cadeia sucessória afetada.
Desdobramentos para Thiago Pampolha e Rodrigo Bacellar
O vice-governador Thiago Pampolha e o então presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, também foram impactados pelas decisões judiciais. Pampolha, que assumiu um cargo no Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) e seria o próximo na linha sucessória, foi condenado ao pagamento de multa pelo mesmo processo de abuso de poder que afetou Castro.
Rodrigo Bacellar, ex-secretário de governo de Castro, foi declarado inelegível pelo TSE, e seus votos devem ser retotalizados, indicando a perda iminente de seu cargo de deputado, embora a medida não seja imediata por ainda caber recurso. Bacellar está afastado de suas funções desde dezembro, após ser preso durante a Operação Unha e Carne da Polícia Federal, sob acusação de vazar informações sigilosas sobre investigações envolvendo o ex-deputado Thiego Raimundo dos Santos Silva (TH Joias), ligado à compra e venda de armas para o Comando Vermelho (CV). Mensagens interceptadas por investigadores foram cruciais para a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que determinou sua prisão e afastamento da presidência da Alerj.





















