O mercado financeiro global experimentou uma jornada de reviravoltas, com o dólar registrando forte queda e a bolsa de valores apresentando alta. Os preços do petróleo também recuaram, impulsionados por declarações do presidente Donald Trump, que indicou a proximidade do fim do conflito no Oriente Médio, revertendo parte da escalada inicial.
Desempenho do Dólar e Euro
A moeda estadunidense encerrou o dia negociada a R$ 5,165, representando uma queda de 1,52% (R$ 0,079). Após iniciar o pregão em R$ 5,28, a cotação exibiu volatilidade, com investidores realizando lucros, e aprofundou seu recuo após as declarações de Trump. Este patamar é o menor desde 27 de fevereiro, véspera dos bombardeios ao Irã, e a divisa acumula uma desvalorização de 5,89% frente ao real no ano de 2026. O euro comercial também acompanhou o movimento, fechando a R$ 5,99, abaixo dos R$ 6,00 pela primeira vez desde 21 de fevereiro do ano passado.
Recuperação da Bolsa de Valores
O índice Ibovespa da B3 registrou um dia de significativa recuperação, encerrando em 180.915 pontos, com valorização de 0,86%. A aceleração da alta, que era de apenas 0,2% até as 16h, ocorreu após a entrevista de Trump à CBS, onde o presidente afirmou que o conflito na região estaria 'praticamente concluído', adiantando as expectativas iniciais de quatro a cinco semanas de confronto.
Impacto no Petróleo e Fatores Adicionais
Os preços do petróleo Brent, referência internacional, apresentaram volatilidade extrema. Antes das declarações de Trump, o barril subia cerca de 7%, negociado em torno de US$ 97. No entanto, minutos após a fala do presidente, a cotação despencou para US$ 88, refletindo diretamente o alívio das tensões geopolíticas.
Adicionalmente, outros fatores contribuíram para conter a escalada dos preços do petróleo, que chegou a atingir US$ 119,50 na madrugada. O G7 anunciou um pacote de ajuda ao setor petroleiro e o presidente francês, Emmanuel Macron, declarou que a França poderia enviar fragatas para proteger navios no Estreito de Ormuz, uma região estratégica bloqueada pelo Irã, diminuindo a pressão sobre as cotações.



















