Um bombardeio ordenado pelo governo do direitista Abelardo de la Espriella matou 20 guerrilheiros das dissidências das Farc no departamento de Guaviare, na Amazônia colombiana, na madrugada desta segunda-feira, 31. Trata-se do ataque aéreo mais letal contra grupos guerrilheiros desde o governo de Juan Manuel Santos (2010-2018).
“Abatemos vinte narcoterroristas, capturamos cinco e resgatamos dois menores (de idade)”, afirmou o presidente colombiano em um vídeo publicado no X (ex-Twitter).
Os bombardeios provocaram críticas de organizações de direitos humanos devido ao risco de morte de crianças e adolescentes recrutados pelos grupos armados. Quatro menores de idade foram mortos nas duas primeiras ofensivas do atual governo contra guerrilheiros. As autoridades ainda não informaram, no entanto, se havia menores entre as vítimas do ataque desta segunda-feira.
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Guaviare é uma região historicamente ligada às Farc e continua sendo um dos principais redutos de grupos que rejeitaram o acordo de paz firmado em 2016. As organizações dissidentes atuam sobretudo com atividades como narcotráfico, mineração ilegal e extorsão.
Ofensiva contra o crime
O ultradireitista Espriella, que assumiu o cargo há menos de um mês, reverteu a política de “paz total” do ex-mandatário esquerdista Gustavo Petro e adotou uma estratégia militarista contra as organizações criminosas do país. O bombardeio desta segunda-feira é o terceiro realizado pelo novo governo, que prometeu ainda construir dez megapresídios na floresta e matar dez chefões do tráfico nos primeiros noventa dias de mandato.
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Em agosto, a Colômbia autorizou operações militares conjuntas com os Estados Unidos para combater grupos ligados ao narcotráfico. O anúncio foi feito durante uma reunião do “Escudo das Américas”, coalizão antidrogas liderada por Washington que reúne quase 20 países do continente.
Segundo o secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, o novo governo colombiano pediu a participação do Pentágono no combate ao que classifica como “narcoterrorismo”. “A Colômbia já solicitou que o Departamento de Guerra se junte ao país sul-americano em sua luta contra o narcoterrorismo, autorizando operações militares conjuntas para destruir os terroristas e as redes de terror”, afirmou, sem definir uma data para o início das ações.


