A rede dona dos supermercados Pão de Açúcar, GPA (PCAR3) sofreu prejuízo líquido de R$ 204 milhões no segundo trimestre, crescimento de 15,5% sobre o resultado negativo de um ano antes, segundo balanço publicado nesta terça-feira.
O resultado operacional medido pelo Ebitda ajustado, porém, subiu 7,3%, para R$ 450 milhões, com a margem passando de 9% para 10,6%.
A companhia afirmou que a linha final do balanço foi pressionada pelo resultado financeiro negativo de R$385 milhões, crescimento de 26,4% ante um ano antes. Pesou ainda uma base de comparação mais forte com o segundo trimestre do ano passado.
A receita líquida somou R$4,23 bilhões de abril ao final de junho, recuando 9,6% na comparação anual. Em vendas mesmas lojas, houve retração de 0,8% ante o segundo trimestre de 2025.
“No segundo trimestre, o ambiente macroeconômico permaneceu desafiador, marcado pelo aumento do endividamento das famílias, assim como da taxa de inadimplência, e por uma maior disputa pela renda disponível”, afirmou a companhia no balanço citando concorrência com “plataformas de apostas”.
O GPA, que acertou em março um plano de recuperação extrajudicial para equacionar sua estrutura de capital, afirmou que espera para o terceiro trimestre a homologação do plano para emissão das novas debêntures e captação de novos recursos.


