O Ibovespa teve desvalorização de 1,06% nesta quinta-feira, 29, recuando para os 169,1 mil pontos. A bolsa de valores brasileira operou sob um movimento de aversão ao risco, vindo tanto do exterior quanto do Brasil. Somado a isso, há o recuo das ações de pesos-pesados do índice, como os grandes bancos, Petrobras (PETR4), com baixa de 0,59%, e Vale (VALE3), com queda de 2,17%.
“Esse cenário de retração é impulsionado principalmente pelas incertezas domésticas em torno da política fiscal e da trajetória dos gastos públicos no período pós-eleitoral”, afirma Rebecca Nossig, estrategista de ações da Nomad. “Isso leva os investidores a adotarem uma postura bastante cautelosa enquanto aguardam definições mais claras sobre a condução da economia.”
Entre as ações de peso no principal índice da B3, os bancos operaram no negativo. O Bradesco (BBDC4) liderou as perdas, com baixa de 3,54%, seguido pelo Banco do Brasil (BBAS3), que recuou 1,97%. O Itaú (ITUB4) caiu 0,60%, enquanto o Santander (SANB11) nadou em direção contrária e teve desvalorização de 1,19%.
No cenário internacional, o mau humor dos mercados nos Estados Unidos foi acentuado pela divulgação de novos indicadores econômicos do país, incluindo a forte expansão do Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro trimestre do ano e a aceleração do índice de inflação PCE.
Nossig explica que esses dados mais aquecidos reforçam as expectativas dos investidores de que o Federal Reserve (Fed), banco central americano, precisará retomar a elevação das taxas de juros nas próximas reuniões, logo após ter decidido ontem pela manutenção da taxa básica na faixa entre 3,75% e 4%.
O dólar, por sua vez, encerrou em alta e ficou cotado a 5,38 reais, impulsionado pela deterioração das expectativas em relação às contas públicas.
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Fonte: Abril


