“Quando eu cortei esse dedo, eu fiquei mais de quatro horas esperando que o médico que tinha que estar de plantão, mas não estava de plantão, viesse tratar do meu dedo. Então, eu sei como é que o pobre é tratado, como o rico é tratado, porque ainda prevalece na área da saúde, o poder do dinheiro. É por isso que se criou tanto ódio quando a gente aprovou na Constituição de 88 a criação do SUS. Porque muita gente, muitas vezes de má fé, tentava insinuar que o Estado não tinha condições de oferecer ao povo brasileiro um sistema único de saúde. Porque quem sabia cuidar da saúde era iniciativa privada e saúde é para quem pode pagar, quem não pode pagar que morra no esquecimento e negligência do Estado brasileiro. E nós, então, resolvemos provar exatamente o contrário. Eu acho que, na questão da saúde, a pessoa mais pobre que mora num lugar mais pobre do Rio de Janeiro tem o mesmo direito de ter um tratamento no hospital com o mesmo médico que trata o governador do Estado, o prefeito da cidade, o deputado federal, os ministros da do Tribunal de Justiça”.


