A ex-primeira dama Michelle Bolsonaro (PL) voltou a opinar nas costuras políticas nos estados e, desta vez, tratou de minar a pré-candidatura do senador Izalci Lucas (PL) ao governo do Distrito Federal.
Aliados dizem que ela ficou irritada com o anúncio do parlamentar e classificou a atitude como “tentativa desesperada”. Por isso, decidiu ir a público e reafirmar o apoio à atual governadora, Celina Leão (PP).
Izalci não avisou a cúpula do partido que anunciaria que é pré-candidato ao governo, apesar de já ter deixado claro a intenção desde o ano passado.
O comando do partido no Distrito Federal é da deputada Bia Kicis, mas é Michelle quem dá as cartas. Ela decidiu que a legenda apoiaria a candidatura de Celina ao governo mesmo em meio ao caso Master. As duas são amigas próximas.
A decisão de Michelle expôs o racha qno PL. Uma ala do partido teme que as fraudes envolvendo o banco de Daniel Vorcaro respinguem na governadora em exercício por causa das negociações com o BRB (Banco de Brasília).
Mas a cúpula tem bancado o nome de Celina por entender que ela não tinha conhecimento das negociações que eram tratadas diretamente com o então governador Ibaneis Rocha (MDB).
Ao Painel, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, reafirmou o apoio a Celina. “Quem está no comando de Brasília é Michelle”, disse.
Izalci acabou sendo rifado pela ex-primeira dama, já que ela e Kicis serão as candidatas ao Senado, fechando a chapa com Celina. Resta ao senador tentar um mandato na Câmara dos Deputados.
Não é a primeira vez que Michelle dá palpite nas disputas estaduais. No ano passado, acusou aliados de se precipitarem ao formar uma aliança com Ciro Gomes (PSDB) para o Senado. A ex-primeira dama atacou a articulação publicamente e provocou a ira dos filhos de Jair Bolsonaro.
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