O partido Missão anunciou, neste sábado, a candidatura do Coronel Busnello, ex-sniper do Batalhão de Operações Especiais (Bope), ao governo do estado do Rio de Janeiro. A decisão representa uma inversão na chapa lançada anteriormente, encabeçada pelo bombeiro militar Rafa Luz — que, agora, concorrerá como vice. O anúncio foi feito no Congresso do Movimento Brasil Livre (MBL) pelo pré-candidato à Presidência da República pelo Missão, Renan Santos.
“Busnello é um herói em campo de batalha, representando uma guerra que o Rio vai ter que passar. O estado está completamente corrompido em todas as instituições, ‘favelizado’ e tomado de maus exemplos. Ele é a figura certa para tocar essa batalha” — afirmou Renan ao GLOBO.
Renan declarou que o nome de Busnello será oficializado nas convenções partidárias, mas ressaltou que a escolha já foi referendada pelo núcleo de comando do partido. Ainda de acordo com ele, o estado do Rio de Janeiro “é um amontoado de gente se matando, com um bando de vagabundos no topo roubando”.
Busnello defende que a segurança pública será o principal tema das eleições deste ano. Ele afirmou que “aceitou a missão” devido ao desafio vivido pelo estado nesse aspecto, que precisa passar por uma “transformação”.
“Você, morador do Rio de Janeiro, saiba que tem aqui um comandante que vai ser incansável no trato da segurança pública. Que vai incansável para prender bandidos, e também para matá-los, se for necessário”, declarou o coronel ao GLOBO.
No congresso, ao discursar, Luz agradeceu aos militantes e voluntários presentes no evento. Ele enalteceu o “nível” dos candidatos escolhidos pelo partido, e afirmou que a decisão pela mudança na chapa foi “acertada” e tomada em comum acordo.
“A diferença do nosso projeto para os demais, é que nós não estamos aqui por vaidade e por busca individual de poder. Eu poderia ter brigado, discutido e ido até o fim para ser o candidato. Eu não quero. Eu quero que a Missão chegue ao poder”, afirmou Luz, que definiu Busnello como uma “lenda”. “Não interessa quem vai chegar. Sendo nosso, sendo correto, o importante é que chegue”, completou.


