Flávio Bolsonaro chegou às últimas semanas da campanha presidencial em uma posição mais competitiva do que a equipe de Lula projetava no início da disputa. A avaliação é do repórter de VEJA Nicholas Shores, que, no programa Ponto de Vista, apresentado por Laísa Dall’Agnol, destacou a recuperação do candidato depois da perda de intenções de voto registrada com a eclosão do caso Dark Horse. Agora, segundo Shores, Flávio disputa a eleição “palmo a palmo” com Lula (este texto é um resumo do vídeo acima).
A nova pesquisa BTG/Nexus mostra o presidente com 40% das intenções de voto no primeiro turno e Flávio com 37%, diferença de três pontos e dentro da margem de erro. Augusto Cury aparece com 6%, seguido por Ronaldo Caiado, com 5%, Renan Santos, com 3%, e Romeu Zema e Samara Martins, ambos com 1%. Brancos e nulos somam 4%, e 2% não souberam ou não quiseram responder.
O que acontece quando Lula e Flávio ficam frente a frente?
A distância diminui ainda mais na simulação de segundo turno. Lula aparece com 46%, enquanto Flávio registra 45%. Brancos e nulos são 7%, e 1% não soube ou não quis responder.
O levantamento ouviu 2.006 eleitores entre os dias 18 e 20, tem margem de erro de dois pontos percentuais e índice de confiança de 95%.
Shores destacou que a proximidade entre os dois não aparece apenas nessa rodada. “A gente tem verificado em várias pesquisas, não só nessa, empates técnicos com oscilações numéricas entre um e outro na liderança”, afirmou.
Por que Flávio surpreendeu a campanha de Lula?
Segundo Shores, a corrida presidencial está há meses concentrada entre os dois principais candidatos, mas a evolução de Flávio contrariou as expectativas da campanha adversária.
“A gente percebe Lula no teto das intenções de voto dele e Flávio muito mais competitivo a essa altura do que a campanha de Lula conseguia antecipar”, afirmou o repórter.
Shores lembrou que Flávio perdeu intenções de voto quando eclodiu o caso Dark Horse, no primeiro semestre. O candidato, porém, não apenas recuperou essa perda como conseguiu superar o patamar que registrava anteriormente.
“Bolsonaro se tornou efetivamente competitivo. Está palmo a palmo disputando essa eleição contra Lula, numa posição muito mais favorável a ele do que o PT antecipava no início da campanha”, disse.
O avanço de Flávio estava nos planos do PL?
De acordo com Shores, sim. Embora o desempenho tenha superado as expectativas atribuídas à campanha de Lula, o cenário atual se aproxima do que integrantes da campanha de Flávio projetavam quando sua candidatura foi lançada.
Segundo o repórter, o objetivo era chegar ao último mês da disputa em condições de igualdade com o presidente.
“Segundo os aliados de campanha de Flávio no PL, era exatamente o que eles planejavam no momento do anúncio da candidatura dele: que, faltando um mês, quinze dias para as eleições, eles estivessem ombro a ombro com a campanha de Lula”, afirmou.
O que a pesquisa revela sobre a reta final?
A principal fotografia apresentada pela BTG/Nexus é a de uma disputa sem vantagem estatística clara entre os dois líderes. Lula aparece numericamente à frente tanto no primeiro quanto no segundo turno, mas as diferenças estão dentro da margem de erro.
Shores também chamou atenção para os movimentos recentes de Lula, entre eles o anúncio de um aumento de 15% no Bolsa Família. A pesquisa, porém, mantém o presidente no mesmo ambiente de empate técnico com Flávio.
VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.


