Um boletim da gestora de fundos Ace Capital descreve a investidores o presidente Lula como um candidato frágil entre o eleitorado mais jovem. O petista seria, por essa avaliação, um “presidente analógico em uma sociedade cada vez mais digital”.
O texto aponta “fadiga” no projeto eleitoral de Lula, que busca seu quarto mandato prometendo mudanças que ele jamais foi capaz de fazer em gestões anteriores.
A literatura eleitoral indica que longos períodos de permanência no poder de um mesmo grupo aumentam a demanda do eleitorado por alternância de poder.
Como Lula disputa eleições presidenciais desde 1989 e o PT está no centro da política brasileira há décadas, a candidatura carrega o peso do desgaste político de longo prazo.
O estudo também sustenta que o perfil demográfico do Brasil mudou de forma relevante nas últimas décadas, marcada pelo crescimento expressivo do eleitorado evangélico.
Além disso, a profunda transformação tecnológica atual (marcada pela digitalização e inteligência artificial) contrasta com um discurso governamental ainda ancorado na lógica dos dois primeiros mandatos de Lula.


