O regulador britânico de mídia, Ofcom, anunciou nesta terça-feira (21) a abertura de uma investigação contra o Telegram, após indícios que sugerem que “material de abuso sexual infantil” pode ter sido compartilhado na plataforma de mensagens.
Esta investigação, aberta no âmbito da lei britânica de segurança online (Online Safety Act), tem como objetivo “determinar se o Telegram descumpriu, ou descumpre, suas obrigações em matéria de conteúdos ilegais”, informou o órgão em um comunicado.
Caso o descumprimento seja comprovado, o Telegram poderá ser multado em até 10% do faturamento mundial da empresa.
O Ofcom explica que recebeu “informações do Centro Canadense de Proteção à Infância sobre a suposta presença e difusão de conteúdo de abuso sexual infantil no Telegram”, antes de abrir a investigação.
O Telegram respondeu com um comunicado no qual “nega categoricamente as acusações do Ofcom”.
“Desde 2018, o Telegram eliminou praticamente a difusão pública de conteúdos de abuso sexual infantil em sua plataforma graças a algoritmos de detecção avançados e à sua cooperação com ONGs”, afirmou a empresa.
O fundador do Telegram, Pavel Durov, havia expressado na segunda-feira (20) seu apoio a Elon Musk, convocado a um depoimento voluntário em Paris pela justiça francesa no âmbito de uma investigação sobre possíveis irregularidades em sua rede social X.
“A França de Macron perde legitimidade ao instrumentalizar as investigações criminais para reprimir a liberdade de expressão e a privacidade”, escreveu Durov no X e no Telegram.
Nascido na Rússia e naturalizado francês em 2021, Durov foi indiciado por várias infrações pela justiça francesa, que o acusa de não agir contra a difusão de conteúdos criminosos em sua plataforma de mensagens.



















