A empresa de exploração espacial SpaceX lançou com sucesso o foguete Starship em seu primeiro voo orbital na manhã desta segunda-feira, 28, da base de lançamentos Starbase, no sul do Texas. O veículo espacial, composto pelo impulsionador Super Heavy Booster 21 e pela nave Ship 41, atingiu uma altitude aproximada de 275 quilômetros, marcando um avanço decisivo no desenvolvimento do maior e mais potente sistema de lançamento do mundo para missões operacionais e de exploração lunar.
Apesar de um desligamento precoce não planejado em um dos motores Raptor 3 durante a fase de subida, os engenheiros de voo avaliaram a trajetória e autorizaram a queima de inserção orbital. Pouco depois, o controle da missão anunciou que a nave havia alcançado a órbita. Na sequência, a espaçonave liberou com sucesso sua carga útil composta por 26 satélites de internet Starlink V3. Dentre eles, três satélites continham câmeras acopladas e direcionadas para a Starship, permitindo inspecionar o estado das placas do escudo térmico.
O plano inicial previa uma missão de aproximadamente dez horas e seis voltas completas ao redor da Terra antes do pouso. Contudo, após verificar o desempenho dos sistemas, os controladores optaram por antecipar o retorno. A nave Ship 41 realizou uma reentrada atmosférica controlada e amargou no Oceano Pacífico. Simultaneamente, o estágio inferior Super Heavy Booster 21 separou-se dois minutos e meio após o lançamento e fez um pouso controlado nas águas do Golfo do México.
O administrador da Nasa, Jared Isaacman, parabenizou a SpaceX pela conquista e por “gerenciar cada etapa de forma segura, responsável e especialmente inspiradora”. O fundador da companhia, Elon Musk, destacou que a extrema cautela adotada nas operações busca garantir a segurança do público enquanto a empresa desenvolve a reusabilidade completa do sistema. A meta futura envolve capturar tanto o impulsionador quanto a nave no ar por meio de braços mecânicos instalados na torre de lançamento.
A conclusão bem-sucedida deste 14º voo representa um passo crucial para a certificação orbital da nave. A plataforma é considerada peça fundamental para o programa Artemis da Nasa, que utilizará uma versão adaptada da Starship para levar astronautas à superfície da Lua nos próximos anos, além de servir como pilar para as ambições de longo prazo da empresa em direção a Marte.


