A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, enfatizou nesta quarta-feira (4) a necessidade de ação imediata do Estado e da sociedade no combate à violência de gênero, citando o recente estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos no Rio de Janeiro. Segundo Lopes, a indignação sozinha não basta: "não podemos ficar só indignados e estarrecidos, temos que agir". O crime, ocorrido em 31 de janeiro e denunciado pela mãe da vítima, já resultou na prisão do terceiro envolvido, filho de um ex-subsecretário de Desenvolvimento Social do Rio. A ministra fez a declaração na abertura do Seminário “Brasil pela Vida das Meninas e Mulheres”, no Palácio do Planalto.
Compromisso Governamental e a Agenda de Março
Lopes destacou o compromisso firmado entre os Três Poderes para priorizar medidas de enfrentamento ao feminicídio e de garantia da vida de meninas e mulheres. A ministra reforçou que todo o mês de março será marcado por atividades do governo federal em alusão ao Dia Internacional das Mulheres, celebrado em 8 de março. Ela ressaltou o poder transformador das mensagens levadas pelos integrantes do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (Conselhão) para construir um país que assegure liberdade e igualdade de gênero, cuidando da sociedade e projetando um futuro promissor.
Engajamento do Empresariado e da Sociedade Civil
No diálogo entre representantes governamentais e da sociedade civil, a empresária Luiza Helena Trajano, conselheira do Conselhão, defendeu a intervenção do setor privado em casos de violência doméstica. "Em briga de marido e mulher, os empresários devem, sim, meter a colher", afirmou Trajano, que abordou a campanha "Isto tem nome. É Assédio Sexual", do grupo Mulheres do Brasil, para elucidar comportamentos abusivos e assédio moral e sexual, especialmente no ambiente de trabalho.
Trajano convocou o empresariado brasileiro a se unir no combate às violências de gênero, incentivando o conhecimento e apoio aos órgãos públicos atuantes na área. A executiva salientou a economicidade da prevenção, afirmando que "o custo de prevenir é barato e muito menor do que o custo de perder uma colaboradora no curso deste processo". O grupo Mulheres do Brasil, fundado em 2013, engaja a sociedade civil na busca por igualdade de oportunidades entre gêneros e raças.























