O senador Rodrigo Pacheco (MG) ligou para os senadores do PSB para perguntar, em tom de brincadeira, se eles o aceitariam na bancada e contar que havia, enfim, decidido se filiar ao partido após meses de indefinição, desde que decidiu deixar o PSD.
Pacheco se filia nesta quarta-feira (1º) ao PSB, em uma cerimônia na sede do partido em Brasília, ao lado do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), e do presidente nacional da legenda, João Campos.
“Pacheco é um gentleman [cavalheiro, em inglês]. Apesar de ele entrar grande no partido, ele teve a humildade de ligar para os colegas e perguntar: ‘Vocês vão me aceitar?’ A entrada dele no PSB vale por dez”, conta o senador Chico Rodrigues (PSB-RR) sobre a ligação do futuro colega de bancada, nesta terça (31).
“E parabéns para o presidente João Campos, que teve uma compreensão política enorme, trazendo dois quadros que qualquer partido do Brasil poderia ter recebido. Que viessem mais Pachecos e Simones”, continua, em referência à ex-ministra do Planejamento Simone Tebet, que trocou o MDB pelo PSB para disputar o Senado por São Paulo.
Desde que anunciou sua saída do PSD, no ano passado, Pacheco foi cortejado pelo MDB, pelo PSB e pelo União Brasil. Nos últimos dias, as conversas se afunilaram entre os dois primeiros.
Pacheco é a principal esperança do presidente Lula (PT) para a disputa ao Governo de Minas Gerais. Pessoas próximas ao senador afirmam que ele ainda não bateu o martelo e que a decisão sobre a candidatura também passa pelo alinhamento do campo político de Lula no estado.
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