Porte, graça na maneira de ser, bom gosto, cortesia… No dicionário, assim como na vida, são muitos os significados da palavra elegância. Quando o assunto é um almoço ou jantar elegante, então, sobram conceitos. No entanto, nenhum deles tem a ver com aqueles clichês antigos, como explica a consultora Claudia Pixu, especialista em mesa posta e receber bem. “Para ser elegante, ninguém mais precisa conhecer aquela etiqueta internacional cheia de regras, muito menos ter as melhores louças ou cristais”, ela garante.
A simplicidade autêntica, que traduz o estilo dos anfitriões e deixa os convidados à vontade, com a sensação de que estão sendo bem cuidados, é o melhor caminho para organizar um encontro elegante sem excessos. Começa, por exemplo, com a elaboração de um cardápio simples de preparar, que todos gostem e permita que os anfitriões estejam tranquilos na hora do encontro. Não é vergonha nenhuma, avisa Pixu, fazer uma enquete antes do evento para apurar eventuais restrições alimentares. “O WhatsApp facilita muito a organização. Os anfitriões podem começar confessando aos convidados que não gostam de determinado item. Assim, todos se sentem à vontade para responder.”
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Alguns truques ajudam a deixar a mesa bem chique, por mais simples que sejam os utensílios: pequenos arranjos florais, por exemplo, desde que sejam baixinhos para que não atrapalhem a conversa, e guardanapos de tecido, caso a refeição seja servida à mesa, com todos sentados. Não há cadeiras para todos? Um jantar elegante também pode ter serviço à americana – basta fugir dos preparos que precisam ser cortados na hora. “Se a entrada é uma salada, ela deve estar toda picada, senão acabou a elegância”, diz a consultora.
Grandes atrasos, seja da parte dos convidados ou dos anfitriões, são o antônimo de elegância. No entanto, é preciso considerar o jeitinho brasileiro e eventuais dificuldades com o trânsito. “Costumo marcar os jantares às 20h, para que os convidados cheguem entre 20h30 e 21h”, ela ensina. “Quando o primeiro visitante tocar a campainha, as bebidas deverão estar geladas e a tábua com aperitivos, arrumada sobre a mesa de centro ou aparador.”
As três receitas que você confere a seguir complementam as dicas de Claudia Pixu para um almoço ou jantar elegante – são fáceis de preparar, mas impressionam pela delicadeza. A entrada do chef Ivan Santinho, do La Cura Gastronomia, tem elementos que dão aquele twist na salada de folhas, todos eles feitos em casa e bem rapidinho.
Como prato principal, a chef e banqueteira Malu Mello sugere um espaguete à carbonara, sucesso de público, servido à moda dos restaurantes de alta gastronomia – não tem mistério, é só usar um garfo de churrasco para enrolar os fios direto da frigideira.
Quem tiver tempo para se planejar pode incrementar o prato com uma gema curada: fica uma delícia. Leva um tempinho para ficar pronta, quatro dias na geladeira, mas não dá trabalho nenhum. É tudo uma questão de planejamento.
Por fim, a sobremesa da chef Bel Coelho é a versão de banoffee que ela criou para o restaurante Quint.e, dentro do novo hotel The Westin São Paulo – diferente das receitas tradicionais, o doce é servido em copo baixo e largo, em porções individuais. Elegante no último.
Receita de salada de abóbora, queijo de cabra, castanhas caramelizadas e curry
Por Ivan Santinho, chef do La Cura Gastronomia


Rendimento: 4 porções
Tempo de preparo: 35 minutos
Ingredientes
Castanhas
2 claras
Sal a gosto
1 ½ colher (sopa) rasa de açúcar
1 colher (chá) de curry em pó
300 g de castanhas-de-caju cruas
Abóbora
¼ de abóbora cabotiá média
Azeite extravirgem a gosto
Pimenta-do-reino a gosto
Ervas frescas a gosto (tomilho, alecrim, sálvia, orégano)
Molho
1 colher (sopa) cheia de mel
3 colheres (sopa) de suco de limão-cravo
6 colheres (sopa) de azeite extravirgem
Sal a gosto
Montagem
2 maços de rúcula fresca
100 g de queijo boursin em bolinhas
Flor de sal a gosto
Modo de fazer
Castanhas
1. Misture bem as claras com o sal, o açúcar e o curry, acrescente as castanhas e disponha em uma assadeira – não precisa untar.
2. Leve ao forno baixo, a 150ºC, por 15 minutos, tirando a cada 5 minutos para mexer, para que fiquem soltinhas. Deixe esfriar e reserve.
Abóbora
1. Remova as sementes e corte fatias de dois dedos de espessura, mantendo a casca, e disponha em uma assadeira, com as cascas para baixo.
2. Tempere com azeite, sal, pimenta e ervas e asse em fogo baixo, a 150ºC, por 25 minutos, até que estejam douradas e macias. Deixe esfriar e reserve.
Molho
1. Misture todos os ingredientes e reserve.
Montagem
- Monte a salada de rúcula com o queijo e a abóbora. Regue com o molho e finalize com as castanhas caramelizadas.
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Por chef Malu Mello


Foto: Tomas Rangel
Rendimento: 4 porções
Tempo de preparo: 40 minutos
Ingredientes
200 g de guanciale em cubos de 1 cm
320 g de espaguete de grano duro nº 5
4 gemas + 1 ovo inteiro
100 g de queijo pecorino ralado
Pimenta-do-reino moída na hora, a gosto
Sal grosso para a água do cozimento
Modo de fazer
1. Em uma frigideira larga, em fogo médio, frite os cubos de guanciale sem azeite nem óleo – a gordura da carne vai derreter – e deixe dourar até ficar crocante. Reserve fora do fogo, mantendo a gordura.
2. Em uma tigela, bata as gemas e o ovo inteiro até ficarem uniformes, incorpore o queijo e tempere com bastante pimenta-do-reino. O resultado deve ser um creme liso e aromático.
3. Cozinhe a massa em água abundante com sal grosso, conforme o tempo indicado na embalagem. Quando estiver quase al dente, retire uma concha da água do cozimento – ela será essencial para a cremosidade do molho.
4. Escorra o espaguete e transfira imediatamente para a frigideira do guanciale, ainda fora do fogo, e acrescente a água do cozimento que foi reservada. Mexa vigorosamente até formar uma emulsão entre a gordura e o amido da massa.
5. Aguarde um minuto, para a que a temperatura abaixe um pouco, e adicione o creme de ovos. Misture bem, e rapidamente. Sirva imediatamente – se quiser, finalize cada prato com uma gema curada*.
*Para fazer gemas curadas, misture bem 1 xícara de sal com 1 xícara de açúcar. Em um recipiente raso, faça uma camada uniforme com metade da mistura. Distribua sobre essa camada 4 gemas, delicadamente, deixando um espaço entre elas, e cubra com o restante da mistura. Deixe descansar na geladeira por 4 dias. Retire as gemas com cuidado e lave delicadamente em água corrente, para remover o excesso de sal e açúcar.
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Receita de banoffee
Por Bel Coelho para o restaurante Quint.e, do hotel The Westin São Paulo


Foto: Divulgação
Rendimento: 4 porções
Tempo de preparo: 30 min
Ingredientes
Para a montagem
320 g de doce de leite
4 bananas nanicas em rodelas
Farofa de castanhas
50 g de farinha de rosca
20 g de manteiga
40 g de castanhas-do-pará trituradas no processador
10 g de açúcar cristal
1 pitada de sal
Chantilly
300 g de creme de leite fresco80 g de açúcar cristal
Cumaru ralado (opcional)
Chantilly
1. Na batedeira, bata o creme de leite fresco em ponto de chantilly e adicione o açúcar cristal e o cumaru. Reserve.
Farofa de castanhas
1. Em uma panela, leve a farinha de rosca com a manteiga ao fogo, mexendo para misturar.
2. Quando a mistura ficar levemente dourada, adicione a castanha-do-pará triturada e mexa até soltar o aroma. Desligue, junte o açúcar, deixe esfriar e reserve.
Montagem
1. Em quatro copos largos e baixos, monte os banoffees em camadas, começando com o doce de leite.
2. Acomode então as rodelas de banana e, sobre elas, a farofa de castanhas.
3. Finalize com o chantilly e, se tiver maçarico, doure levemente o topo do banoffee antes de servir.
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